Mais várias do João Ubaldo. “O avião, ele teve uma pane elétrica”, “eu vou ir a São Paulo domingo”, “este sistema não suporta senhas alfanuméricas”… Não deixe de ler o artigo publicado no Estadão: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090607/not_imp383502,0.php.
Que termina assim:
“Ah, dirá talvez a maioria de vocês, são de fato caturrices, rabugices – como já as qualifiquei aqui mesmo. Até admito, mas existe o direito de sentir saudades de uma língua que dispõe (ou dispunha) de recursos expressivos, elegantes e precisos e que os vai perdendo tão esbanjadamente, a ponto de a gente ter vergonha deles. Da mesóclise, coitada, nem se fala. Seu raríssimo emprego é obrigatoriamente seguido de uma explicação ou piada, porque, se for a sério, é considerado pedante ou ridículo, talvez porque quem pensa assim crê que usá-la envolve dificuldades insuperáveis. Da mesma forma, certas combinações, como “mo”, na frase “depois que eu vi o livro, ela mo deu”. Só se diz “ela me deu”, o que pode até gerar interpretações marotas em relação à senhora referida pelo “ela”. Mas vamos ser otimistas e torcer para que a situação seja apenas passageira e que nossa língua volte a ser tratada com o afeto respeitoso que outrora despertava. A esperança, ela é a última que morre.”

Se eu quiser reaver alguma coisa na primeira pessoa do singular do presente do indicativo: eu “reavo”, “eu reavejo”, “eu reavenho”?

Entre as inadequações utilizadas pelos falantes encontramos as palavras ‘inclusive’ e ‘enquanto’.